DETERMINAÇÃO DE TRANS-DELTA-VINIFERINA EM VINHOS BRASILEIROS

Estudos mostram que o consumo moderado de Vinho traz efeitos benéficos à saúde, protegendo de oxidações, doenças cardiovasculares, cânceres e favorecendo a longevidade.

Entre os componentes do Vinho que possuem características benéficas à saúde estão os estilbenos que são uma família de compostos da qual o resveratrol é o principal componente e o mais estudado em relação à saúde humana. Porém existem outros estilbenos, originados a partir do resveratrol, que também podem ser importantes.

Os estilbenos ocorrem naturalmente em várias famílias de plantas, mas as uvas e produtos relacionados são considerados as fontes de consumo mais importantes destas substâncias.

Em razão do alto índice de Resveratrol nos Vinhos Giacomin, em destaque o Tinto Seco Fino Merlot, (mais altos índices do país) e por iniciativa do Laboratório de Referência Enológica (LAREN), coordenado pela Dra. Regina Vanderlinde, amostras dos Vinhos Giacomin participaram de um estudo que foi realizado por vários pesquisadores das Universidades de Bordeaux e Universidade de Montpellier, na França em colaboração com o Laboratório de Referência Enológica (LAREN), Instituto Brasileiro do Vinho (IBRAVIN) e Universidade de Caxias do Sul (UCS).

É uma pesquisa inovadora em termos mundiais, apontando a presença, no vinho brasileiro Giacomin, de uma substância nunca antes identificada.

Neste trabalho, realizado com 12 vinhos do Rio Grande do Sul, foi identificado pela primeira vez, em vinhos tintos, um novo componente da família dos estilbenos: a trans-delta-viniferina.

A identificação deste composto foi realizada por ressonância magnética nuclear (RMN) após a extração, isolamento e purificação do mesmo e a quantificação foi efetuada por cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC).

A concentração média encontrada para o trans-delta-viniferin foi de 6,4 mg.L-1, apresentando teores mínimo e máximo de 0 mg.L-1 e 22 mg.L-1. Os vinhos da variedade Merlot apresentam maiores níveis (média de 10 mg.L-1), os de Cabernet Sauvignon obtiveram um teor médio de 2 mg.L-1 e os vinhos das variedades Tannat e Cabernet Franc não apresentaram este composto.

As uvas e vinhos que contém trans-delta-viniferin podem ser interessantes para a saúde uma vez que estudos demonstram que este composto possui ação quimiopreventiva ao câncer e apresenta efeito inibidor das atividades cicloxigenases (-1 e -2) maior que o do trans-resveratrol.

Trans-delta-viniferina, que é uma substância derivada do conhecido trans-Resveratrol, foi encontrada em 7 de 12 vinhos da Serra Gaúcha analisados, com maior concentração na variedade Merlot, com índices médios de 11 mg/l, chegando a até 22 mg/l. Também encontrada em vinhos da variedade Cabernet Sauvignon, mas em dosagens menores.

Os vinhos que apresentaram este componente pertencem a Vinícola Giacomin, sendo que o Vinho Merlot 2002 comercial apresentou 20,7 mg/L e o vinho Merlot 2002 em tanque apresentou 22,4 mg/L. As amostras de vinho Cabernet Sauvignon que apresentaram a trans-delta-viniferina também pertencem a Vinícola Giacomin.

Este trabalho teve publicação aprovada pela revista internacional Journal of Agriculture and Food Chemistry.

Um resumo deste trabalho foi apresentado no I Simpósio Internacional de Vinho e Saúde em Bento Gonçalves, em junho de 2005 e em setembro de 2005 a apresentação em sua íntegra no Congresso Mundial sobre Vinho e Saúde em Cape Town, na África do Sul.

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Flores da Cunha - RS - Brasil